São peixes muito ativos e curiosos, basta chegar perto do aquário que elas vem para a parte da frente para ver o que está acontecendo.
Ficam a maior parte do tempo rente ao substrato, mas gostam de ficar também em cima de troncos e folhas de plantas mais duras.
Pacífico, vivem em grupo, porém podem ocorrer confrontos territoriais entre machos da mesma espécie, mas não costumam ser muito agressivas. Recomenda-se manter em grupo de 8 ou mais indivíduos pois dessa forma diminui sua agressividade.
Não recomendo manter mocinhas e killifishes no mesmo aquário, pois as mesmas comem os ovos depositados em musgos e bruxinhas.
Fundo do Aquário
5.5 a 7.0
-
-
20 a 30 ºC
5 cm
No seu habitat natural alimentam-se de insetos e larvas de mosquito, por isso ofereça alimentos vivos como artêmias, bicho do amendoim, pequenos caramujos, enquitréias, etc.
Também pode ser alimentado com comida granulada ou em pellets.
Os machos costumam ser ligeiramente menores, com cores mais fortes e corpo mais fino, podendo apresentar manchas escuras em torno de sua nadadeira dorsal.
As fêmeas são ligeiramente mais arredondadas e tem uma barbatana dorsal mais clara.
Mocinhas são ótimas predadoras de caramujos (physas, planobis e melanoides), também gostam de beliscar ampulárias, incomodando elas frequentemente.
Subcontinente Indiano, Península Indochinesa, Afeganistão, Irã, Arquipélago Malaio e China
Predadores, mas pacíficos. Podem conviver com outras espécies pacíficas, desde que sejam grandes o suficiente para não serem confundidos com comida. Quando juvenis, vivem em grupo. Contudo, após a maturidade sexual, convém mantê-los em casais ou solitários (dão ótimos pet fish).
Solitário / casal / grupo
Todo o Aquário
5.0 a 8.0
-
-
18 a 28 ºC
20 cm
Carnívoro. Em aquário, aceita bem comida viva (minhocas, bloodworms, larvas de besouro de amendoim, tenébrios, camarões e pequenos peixes) ou congelada. É possível acostumá-las a aceitar rações para carnívoros.
Como dito no dimorfismo sexual (abaixo), a melhor forma de formar casais é adquirindo um pequeno grupo de indivíduos e deixar que eles se formem naturalmente. Uma vez que um casal se forme é preciso retirar os solteiros, pois os casais se tornam extremamente agressivos.
A literatura sobre a reprodução dessa espécie sugere a emulação, através de trocas parciais de água - TPA, de um regime de estiagem seguido por um período de chuvas, para estimular a postura.
Channa gachua são incubadores bucais, no caso o macho eclode as ovas na boca, que continuará por um período, variável, servindo como esconderijo para os alevinos. O casal cuida dos filhotes recém-nascidos, as fêmeas costumam fazer posturas de ovos inférteis para servir de alimento para os alevinos.
O cuidado com os filhotes perdurará além do consumo do saco vitelino, mas é preciso ficar atento pois tão logo os pais passem a canibalizar os filhotes haverá pouco tempo para separá-los (são predadores extremamente eficientes). Aconselha-se separar os filhotes assim que possam alimentar-se sozinhos (é importante ter um bom estoque de alimentos vivos de tamanho compatível com seu tamanho, como pequenos vermes e larvas de inseto, por exemplo).
Os machos podem apresentar nadadeiras dorsal e anal mais desenvolvidas e coloridas que as fêmeas. Além disso, as fêmeas costumam crescer mais rápido e são mais robustas que os machos.
a) Um tanque com base de 100x40cm (a altura da coluna d'água não é tão relevante para essa espécie, sendo que uma coluna baixa facilita o acesso ao ar atmosférico) é suficiente para a manutenção de um casal ou indivíduo solitário. Para a manutenção de grupos (adultos), recomendam-se tanques muito maiores, pois a agressividade entre adultos maduros costuma ser fatal.
b) O que conhecemos, hoje, como Channa gachua seria não uma espécie, mas sim uma variedade de espécies muito similares que estão distribuídas por um amplo espaço geográfico (como visto acima, esses peixes podem ser encontrados por quase todo o continente asiático). Por conta disso há tanta variação quanto aos dados relacionados ao nome Channa gachua. Assim, seria extremamente importante saber a origem do animal adquirido, pois é possível que seja um animal coletado em um clima subtropical ou em águas com características físico-químicas bem específicas.
c) Como todas as Channa, as gachua possuem a capacidade de respirar ar atmosférico (possuem câmaras supra branquiais localizadas atrás e acima das guelras).
d) Sua capacidade de respirar fora d'água lhes permite viver em águas pobres em oxigênio (ambiente hipóxico), o que lhes garante perseverar em ambientes bem hostis como poças temporárias e canais de irrigação. Contudo, isso não significa que dispensem um aquário bem cuidado. A única ressalva refere-se á correnteza da água. Pois, assim como os Betta splendens, não gostam de águas muito agitadas.
e) O nome popular das Channa, snakehead ou Cabeça-de-Serpente, deve-se ao fato de que o formato e tamanho das escamas de suas cabeças dão-lhes um aspecto reptílico.
f) O aquário das gachua deve ser muito bem tampado. Elas são famosas pelas fugas improváveis. Não é possível relaxar nem na hora da adaptação do peixe recém-adquirido.
Endêmica da bacia hidrográfica do Rio Brahmaputra, na província de Assam, Índia
Uma das menores e mais belas espécies do gênero Channa, a bleheri tem uma ótima visão, o que lhe permite caçar presas fora d’água (é preciso ter cuidado, pois ela pode saltar para capturar um inseto voando próximo à superfície do aquário) e associar sua alimentação a presença do dono.
Predador. Não é territorialista com outras espécies e não as importuna, contato que sejam grandes o suficiente para não serem confundidas com uma refeição. Assim, se tiver companheiros de tanque bem escolhidos, pode ser considerada uma boa opção para aquários comunitários. Ao contrário de outras espécies da família Channidae, pode ser mantida em grupos quando adultas, mas disputas poderão ocorrer, principalmente no período de acasalamento.
Todo o Aquário
6.0 a 8.0
-
-
16 a 28 ºC
15 cm
Carnívoro. Dieta baseada em vermes, insetos, crustáceos, moluscos e pequenos peixes. Aceita bem comida congelada. Apesar de difícil, pode aceitar ração para carnívoros.
Primeiro é necessário formar um casal. Contudo, manter um par sexado não é garantia de sucesso. Recomenda-se a aquisição de um grupo de juvenis para que haja a formação natural de um casal. A reprodução em cativeiro foi obtida através da emulação da variação climática da região de origem da espécie (manutenção de temperaturas baixas, para simular o inverno, seguido de um aumento gradual da temperatura, para simular a primavera). A reprodução é muito similar a dos Betta splendens, com abraço nupcial e construção de ninho de bolhas (a presença de vegetação flutuante será muito bem vinda). Mas ao contrário dos famosos anabantídeos, o casal cuida junto dos filhotes. A fêmea alimentará os alevinos com ovos não fertilizados até que estejam aptos a caçarem sozinhos. Nessa fase, é importante separar os filhotes para evitar canibalismo.
Os machos são maiores (e crescem mais rápido) e tem cores mais intensas que as fêmeas.
Tamanho mínimo do aquário: Um tanque com base de 100x40cm (a altura da coluna d'água não é tão relevante para essa espécie, sendo que uma coluna baixa facilita o acesso ao ar atmosférico) é suficiente para a manutenção de um casal ou indivíduo solitário. Para a manutenção de grupos (adultos), recomendam-se tanques maiores.
A Channa bleheri não possui nadadeiras pélvicas. Isso ajuda a distingui-la da Channa gachua.
Devido às características climáticas de sua região de origem (clima subtropical), essa espécie é muito suscetível a infecções bacterinas caso sejam mantidas em aquários sem variação sazonal de temperatura.
Como todas as Channa, as bleheri possuem a capacidade de respirar ar atmosférico (possuem câmaras supra branquiais localizadas atrás e acima das guelras).
Sua capacidade de respirar fora d'água, lhes permite viver em águas pobres em oxigênio (ambiente hipóxico), o que lhes garante perseverar em ambientes bem hostis como poças temporárias e canais de irrigação. Contudo, isso não significa que dispensem um aquário bem cuidado. A única ressalva refere-se à correnteza da água. Pois, assim como os Betta splendens, não gostam de águas muito agitadas.
O nome popular das Channa, snakehead ou Cabeça-de-Serpente, deve-se ao fato de que o formato e tamanho das escamas de suas cabeças dão-lhes um aspecto reptílico.
O aquário das bleheri deve ser muito bem tampado. Elas são famosas pelas fugas improváveis. Não é possível relaxar nem na hora da adaptação do peixe recém-adquirido.
Os Carnegiella strigata são mais frequentemente encontrados em áreas com abundância de vegetação de superfície então, cobrir uma parte boa da superfície da água com plantas flutuantes irá contribuir para que fiquem mais calmos.
É um peixe extremamente pacífico, sendo ideal para aquário comunitário. Habita a maioria do tempo a superfície do aquário, mas às vezes é possível avistá-los nadando na parte intermediaria do aquário também.
Todo o Aquário
5 a 7
2 a 8
1 a 5
24 a 28 ºC
4 cm
Onívoros. Aceitam rações de todos os tipos. Incluir alimentos vivos a sua dieta é garantia de ter sempre peixes saudáveis e com belas cores.
Sua reprodução é semelhante a de outros tetras, deve se separar um casal em um tanque de aproximadamente 12l (30x20x20) não muito iluminado e com vegetação flutuante que cobre a maior parte da superfície para que os ovos sejam depositados.
Os parâmetros ideais para a água são: Mole (1 a 5°dH) e ácida (5.5 a 6.5 pH) e na temperatura entre 24° a 28°C.
Também é possível tentar sua reprodução em grupos, selecionando 6 ou mais casais.
Na escolha do casal escolha a fêmea visivelmente mais cheia de ovos e o macho que está exibindo suas melhores cores. A abundância de bons alimentos vivos como Artêmias ou Bloodworm são muito bem vindos nessa fase. Após o aparecimento dos ovos que podem estar nas plantas, no chão ou até mesmo flutuando, já que eles não se fixam, os pais devem ser retirados. A eclosão ocorrerá entre 24 a 36 horas. Após o nascimento eles ainda terão seus sacos vitelinos e contarão com isso como comida para as próximas 24 horas ou mais. Depois os ovos e alevinos são sensíveis à luz nos primeiros estágios da vida e do tanque deve ser mantido no escuro, se possível. Quando começarem a nadar livres pelo aquário já podem ser alimentados com náuplios de artêmia ou infusórios e dar inicio as TPA’s diárias de 20 ou 25%. Quando os alevinos já estiverem maiores, por volta de 1.5 cm deverem ser introduzidos em um aquário maior e a partir dai já podem receber outros tipos de alimentos.
As fêmeas possuem a curvatura do corpo muito mais saliente do que os machos quando estão cheias de ovos.
O tamanho mínimo do aquário deve ser de 60 litros.
São peixes pacíficos, gregários e sociáveis. De nado lento e indefesos (deve-se evitar ao máximo seu convívio com espécies mordicadoras), passam o dia fuçando o fundo do aquário à procura de comida.
Grupo
Todo o Aquário
6.5 a 7.5
-
-
16 a 26 ºC
35 cm
Omnívoro com tendência herbívora. Em aquário, aceita bem comida congelada ou viva, granulados ou flocos, de preferência utilize rações que afundem rapidamente, evitando que o peixe engula ar junto com a comida.
Deve ser feita utilizando-se casais ou trios de uma fêmea e dois machos. A postura é feita dentre raízes de plantas flutuantes como Aguapés e Pístias, que devem ser retirados após a desova (os pais comem tanto os ovos quanto os alevinos). Os ovos eclodirão entre 48 e 72 horas. Após a eclosão, os alevinos irão consumir o saco vitelino, depois deverão ser alimentados com infusórios. Após ganharem tamanho podem receber artêmia recém-eclodida ou comida líquida própria para alevinos.
Relativamente fácil de se observar. As fêmeas são mais roliças, região anal levemente volumosa e possui as nadadeiras peitorais lisas. Os machos são mais esguios, apresentam pequenas protuberâncias (pontinhos) brancos no opérculo e na base das nadadeiras peitorais, estas mesmas possuem o primeiro raio serrilhado e o ânus do peixe é côncavo, voltado para dentro.
São peixes robustos, exigindo no mínimo aquários com 100 cm de frente e 40 cm de largura.
Pesquisas mostram que o Kinguio foi o primeiro peixe a ser criado para fins ornamentais, em uma época que peixe era somente visto como alimento. Muito famoso, explorado e espalhado por todo o globo, já foram desenvolvidas inúmeras variedades diferentes, tanto em relação à cor (Dourados, Chocolate, Azul, Redcap, Branco, Cálico, Shubunkin) como até mesmo o formato do corpo (Cometa, Telescópio, Celestial, Bolha, Oranda, Cabeça-de-Leão, Ovo, Ranchu, Ryukin, Pérola). Indiferentemente do tamanho que possam atingir (o menor atinge em torno de 20 cm e o maior já registrado beirava os 50 cm), são peixes de rápido metabolismo que exigem espaço e uma filtragem potente. De grande longevidade, esses animais de água fria (não gostam de água acima dos 26°C) que podem passar dos 20 anos de vida realmente se enquadram como um animal de estimação.